cujo esplendor gigante logo brilha
e orgulha a Terra e ao homem enaltece;
há feitos portentosos, há obras seculares,
provocando ovações, extasiando os olhares,
deixando rastro que jamais se esquece.
Sucedem-se os heróis, gabam-se projetos
e na expressão milenar dos dialetos
erguem-se hinos, prêmios e louvores.
E a humanidade num clamor profundo
vai concedendo louros pelo mundo
cultuando novéis descobridores.
Mas igualando a sábios e doutores
porém sem ter da Ciência os resplendores
há alguém que arrebata todos os troféus:
uma alma vivendo muitas vidas,
um coração aberto em mil feridas,
um ser da Terra pertencente aos Céus.
Alguém com sentimento inigualável
trazendo em coração imensurável
doses infindas de renúncia e amor;
ser que emudece entre maiores dores,
ser que resume todos os amores,
anjo fiel, amigo e protetor.
Encontra forças na fraqueza extrema,
já é sadia embora sendo enferma
e milionária sem ter um vintém;
não conhece tropeços se caminha,
tem poderes supremos de adivinha,
sabe sofrer e lutar como ninguém.
É cordeiro e é fera, resguardando
o filho que na vida vem cuidando
o fruto que em seu ventre germinou;
conhece sacrifícios bem penosos,
seus olhos são vigias cautelosos
seus braços em muralhas transformou.
Nada almeja se tem o filho ao lado
e embora tudo lhe possa ser negado
aos golpes do destino vai seguindo.
È fortaleza que jamais sucumbe,
maravilhosa luz de claro lume,
coragem, fé, ardor, perdão infindo.
Desnecessário seria o nomeá-la
foi ou é o calor de sua fala
que nos tornou já prontos para a vida;
lembrando seu carinho e sua ternura
havemos de dizer: tão santa criatura
é nossa mãe, é nossa mãe querida!
1º lugar Concurso Nacional
Nelson Fachinelli "EFEMÉRIDES"
Casa do Poeta Rio-grandense -
Porto Alegre-Rs. - 2003



