Meus sete e oito
Sete e oito é meu tempo já vivido
que sozinha hoje sigo a caminhada
recebendo o que tenha merecido
do bom Deus e por quem sou estimada .
Já pressinto amizades ter perdido
por desânimos tantos assaltada
nesta fase de rumo não sabido
a querer ora tudo e ora nada.
Mas a fé faz-me ver esperançada
que estes medos preciso ter vencido
pra de novo sentir-me vigorada.
Digo aos filhos, com ênfase e sentido :
“Para frente, que importa a invernada“
só vocês me farão ter renascido!
Em 16 de fevereiro de 2009.
Na casa de São Francisco

Novamente literata
ENCONTRO
Zilah Gonçalves Fernandes
Eis nos juntas novamente
Num encontro prazeroso
Como então antigamente
O melhor, mais proveitoso.
Nosso anseio literário
Traz encanto a cada dia
Reza feita em mesmo horário
Onde Deus nos auxilia.
Em 27 de setembro de 2008.
Igreja São Francisco de Assis Porto Alegre
ONDE MORA O AMOR
No bem que enobrece
de quem não esquece
do afeto espalhar,
o Amor tem guarida,
tem força, tem vida
a se eternizar.
Naquele extremado
que sacrificado
enjeita benesses,
Amor é sem medos,
levando segredos
a Deus entre preces.
No ser vacilante,
de alguém hesitante,
o Amor tem momento:
buscando confiança,
sonhada esperança
de renascimento.
Nos que sofredores,
ocultam mil dores
servindo ao irmão,
o Amor é certeiro
e assim verdadeiro
se faz perfeição.
São tantas moradas,
infindas pousadas
que o Amor pode ter.
Coração, no fundo
o traga aninhado
pois clama este mundo
que o Amor seja amado!...
(Março 2003)










